Peru e Colômbia usam web para que os cidadãos informem sobre desastres naturais

Posted in - Cidadania & laboratório cidadão & Social Innovation en Apr 5, 2017 0 Comments kitum

Da EFE

O projeto Kitum do LABICCO chega a desastres naturais em Peru e Mocoa

Os cidadãos do Peru e da Colômbia, que nos últimos dias têm sido protagonistas ao ser vítimas de grandes desastres naturais, estão usando uma página web que permite fornecer dados sobre a evolução destas tragédias e que serve para ajudar as equipes de resgate.

“A resposta a desastres é responsabilidade do Estado, mas também dos cidadãos”, disse à Efe o colombiano Luis Hernando Aguilar, quem está à frente deste projeto, denominado Kitum, e especialista em reconstrução.

Surgido nos laboratórios de inovação cidadã organizados pela Secretaria-Geral Ibero-Americana (SEGIB), uma das funções do Kitum é criar “um sistema web que permita coletar dados” (através de mensagens de telefone celular, e-mail ou mensagens instantâneas)para que eles possam ser recebidos de uma forma “coordenada e organizada” pelas equipes de resgate dos estados afetados.kitum 3

A equipe Kitum no LABICCO (Cartagena das Indias), outubro 2016

Dessa forma, os cidadãos podem participar ativamente em missões de resgate onde normalmente participam apenas equipes treinadas.

Os promotores do Kitum receberam um telefonema da Presidência do Conselho de Ministros do Peru para ajudar na coordenação de voluntários durante as recentes inundações no país, em consequência do El Niño Costero.

“Se há uma estrada bloqueada e alguém entra em contato, podemos avisar as equipes de resgate para que usem uma rota alternativa e economizem tempo, algo que pode ajudar a salvar vidas”, ressalta Hernando.

Ele acrescenta que estão informando através das redes sociais sobre as necessidades básicas dos cidadãos atingidos pelos desastres: “agora mesmo no Peru não há necessidade de comida nem de roupas, e sim de doações em dinheiro, e estamos tentando fazer com que essa mensagem chegue de forma clara aos cidadãos”, esclarece.

A página web http://emergencia.unasolafuerza.pe/ foi ativada junto ao governo peruano.

Kitum usa uma ferramenta criada no Quênia, Ushahidi, que permite organizar um mapa de relatórios e que tem sido usada em situações de emergência, como nos terremotos no Haiti e no Chile em 2010, as inundações na Colômbia em 2011, o conflito na Líbia e o terremoto no Equador em 2016.

“O que estamos fazendo é fortalecer a relação entre os cidadãos e o Estado, não um cidadão passivo que só escuta, mas com ativos que proporcionam conhecimento sempre que seja necessário. Estamos subordinados mas contribuímos”, ressalta.

Além do mapa de relatórios de incidentes, o projeto Kitum também convoca, através das redes sociais, grupos de voluntários digitais “pessoas que querem ajudar, a quem perguntamos em que são bons e os dividimos em grupos de trabalho” que trabalham coordenados com os grupos de resgate.

No caso da Colômbia, na recente inundação em Mocoa, foram os promotores de Kitum que se voluntariaram para colaborar com o que fosse necessário.

“Fomos identificando as necessidades e respostas, produzimos um dos primeiros mapas das áreas afetadas, ativamos o sistema na sexta-feira e no sábado à noite já tínhamos um mapa” com 250 relatórios, uma cifra que “se multiplicará nos próximos dias “, alerta.

Hernando está ciente de que este é um problema que afeta toda a América Latina: “em Mocoa (Colômbia) será importante uma ativação maior, metade do país está em alerta pelos níveis dos rios e reservatórios. A Argentina também está debaixo d’água, o que gerará uma situação de grandes proporções”.

“Os cidadãos devem estar preparados”, conclui com a esperança de que esta colaboração entre os cidadãos e os governos ajudem a salvar vidas.

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A equipe Kitum está composta de: Luis Hernando Aguilar, Rosa Cristina Parra, Hector Andres Latorre, Alejandro Urueña, Sara Rego, Carlos Felipe Castillo, Lorena Tibi, Noemi Nahomy Ticona, e Rafael Abrantes.

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